Católicos deixarão de ser maioria no Brasil em 2030, prevê especialista

Nas últimas décadas o catolicismo tem perdido público para outras religiões, principalmente para igrejas evangélicas, a porcentagem apresentada pelo novo Censo do IBGE faz com que pesquisadores acreditem que até 2030 os católicos serão menos de 50% da população brasileira.
Apresentado na última sexta-feira, o Censo 2010 mostra que 64,6% da população brasileira se declara católica, número que em 2000 era de 73,6%. Para pesquisadores, se o número de católicos continuar a cair e o de evangélicos (que hoje chega em 22% da população) continuar a crescer no mesmo ritmo, em 2030 essas proporções estarão igualadas.
Os professores José Eustáquio Diniz e Suzana Cavenaghi, ambos do Instituto Nacional de Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) e Luiz Felipe Walter Barros, do IBGE, chegaram a conclusão de que nos estados onde há maior diversidade religiosa é possível notar a maior queda no número de católicos.
Eles dão como exemplo o estado do Rio de Janeiro que tem os menores percentuais de católicos do país (45,8%) e o maior número de sem religião (15,5%) e também um grande número de membros de outras religiões sem ser evangélicos (29,4%).
“Apenas pelo efeito da inércia demográfica haverá crescimento da população evangélica. Se ainda houver atração de fiéis de outras denominações, o crescimento será maior ainda. O fato de haver maior presença entre mulheres e jovens pode ser uma vantagem comparativa dos evangélicos no Brasil”, diz trecho de uma análise assinada pelos três especialistas para a Revista Veja.

 
Marco Feliciano pede que evangélicos se unam contra a aprovação da PLC 122
O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSB-SP) postou um texto em seu blog nesta quarta-feira (4) em que convoca os evangélicos a se unirem contra a aprovação da PL 122/2006, que criminaliza a homofobia.
Segundo Feliciano, ativistas pró-homossexuais enviaram na última semana de junho um documento ao Supremo Tribunal Federal solicitando o julgamento da proposta. A relatora do projeto é a senadora Marta Suplicy (PT-SP).
O processo tem enfrentado morosidade para ser votado no Congresso Nacional. Com isso, os ativistas ganham legitimidade para levar ao Supremo a votação da matéria.
“Este é um assunto que os faria [STF] parar tudo o que estão fazendo no momento e agarrar com as várias mãos e acelerar o processo de julgamento, que com certeza, será favorável ao projeto”, acredita o deputado.
Para ele, os ministros do STF tem visão progressista, tendo em vista que já aprovaram união estável homoafetiva e deram parecer favorável quanto à aprovação do aborto dos anencéfalos. “Se algo não for feito urgentemente, a próxima será a criminalização da homofobia”, alerta Feliciano.
O deputado e pastor fornece números que comprovam que o Brasil não é um pais homofóbico: em 2010 dos 50 mil casos de assassinatos, 260 foram considerados crimes de homofobia, e destes, 80% crimes cometidos pelos próprios parceiros dos homossexuais.
“Sinto muito pela morte destas pessoas, mas daí, usar isto para justificar que uma parcela da sociedade seja tratada com privilégios? É inaceitável”, diz Feliciano.
O deputado incentiva que haja uma mobilização nacional dos que são favoráveis à liberdade de expressão e dos que não concordam com a ideologia homossexual. “Sem isso seremos amordaçados e punidos por não concordarmos com tais atitudes e comportamentos e perderemos o direito da livre expressão do pensamento conquistada e garantida pela declaração de direitos humanos”, aponta.
Feliciano acredita que a divulgação das informações do Censo 2010 do aumento no número de evangélicos entre a população brasileira acirrou ainda mais os ânimos dos “ativistas cristofóbicos”.
“Cadê a igreja? que assiste de longe, cobrando muito e agindo pouco, fechada em seus problemas internos”. Ele finaliza conclamando que os evangélicos deixem suas diferenças e se unam em torno de temas comuns e princípios cristãos universais.

Bóson de Higgs: saiba porque ela é chamada de “Partícula de Deus”

 
Bóson de Higgs: saiba porque ela é chamada de “Partícula de Deus”
A CERN – Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear — deve anunciar nesta quarta-feira (4), com 99,99% de certeza, que foram encontradas evidências sobre a existência do Bóson de Higgs, também conhecido como “Partícula de Deus”.
Segundo o “modelo-padrão”, a teoria da estrutura fundamental da matéria, elaborada nos anos 60, que descreve todas as partículas e forças do universo, o bóson de Higgs é considerado a partícula que proporciona sua massa a todas as demais.
A partícula teria surgido logo após o Big Bang e teria dado origem a toda matéria existente no universo. A teoria ainda não tinha sido comprovada. Mas agora aparentemente os físicos conseguiram mostrar a existência do Bóson.
Ele é chamado “Partícula de Deus” por causa do título do livro o Prêmio Nobel de Física, Leon Lederman. O autor teria dado ao livro o nome “The Goddamn Particle” (em português, a partícula maldita), por causa da dificuldade em encontrá-la por meio de experimentos. O título foi, depois, cortado para “A Partícula de Deus” por seu editor, aparentemente temeroso de que a palavra “maldita” fosse ofensiva.
Modelo Padrão
O Modelo Padrão descreve todas as partículas fundamentais que compõe a matéria, assim como suas forças, segundo o Tecmundo. Essas partículas teóricas até agora puderam ter sua existência comprovada por meio de experimentos em equipamentos.
Estes testes já comprovaram a existência de quarks e neutrinos, o que confirmou que o modelo estava correto. A última delas seria o Bóson de Higgs, que demorou tanto tempo para ser detectado devido à energia necessária para reproduzir um em laboratório.
O bóson de Higgs leva esse nome pois foi descoberto, por dedução, pelo físico britânico Peter Higgs, que requereu a existência da partícula.
“A ideia é que existem partículas que se chocam permanentemente com bósons de Higgs. Estes choques freiam seu movimento, que se torna mais lento, e dão a eles a aparência de uma massa”, explica o físico e filósofo Etienne Klein, segundo a AFP.
O campo de Higgs seria como uma espécie de cola em meio à qual as partículas se encontram unidas, o que seria percebido como massa.
Caso seja realmente confirmada a existência do Bóson de Higgs amanhã, os físicos poderão se preocupar em conseguir explicar algumas questões como força da gravidade, o tempo, a matéria escura e a antimatéria.

Censo revela que judeus são grupo religioso com maior renda e escolaridade

 
Censo revela que judeus são grupo religioso com maior renda e escolaridade
As informações do Censo Demográfico divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que entre os grupos religiosos com pelo menos 100 mil adeptos os judeus se destacam pela alta renda e escolaridade de seus adeptos.
Na religião, mais da metade dos seus seguidores, ou 62% com mais de 25 anos possuem nível superior completo o que vem a ser o maior percentual entre todos os grupos religiosos analisados. Segundo o jornal O Globo, a renda per capita nessa população também é a maior: R$ 4.701, em média.
De acordo com a presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Sarita Schaffel, o povo judeu é conhecido como o “povo do livro”, justamente por um dos pilares de sua cultura ser o estímulo constante na aquisição de cultura.
“O povo judeu é o povo do livro. Aprendemos ao longo dos anos, com as seguidas perseguições que sofremos, que a cultura é o único elemento que ninguém pode tirar de um povo”, explica Sarita.
Ela acrescenta que as famílias judaicas consideram a educação dos filhos uma prioridade. Sarita acredita também que a associação entre renda e religião ainda gera preconceito por grande parte da sociedade. “Existem muitos judeus que passam dificuldades, mas somos muito solidários entre nós”, garante.
Para o professor de Sociologia da Religião da PUC-RS, Ricardo Mariano, a leitura e estudo do livro sagrado para a prática religiosa estimula a busca pela instrução como um fator primordial entre seus seguidores.
O especialista ainda analisa que o fato de a religião ser hereditária favorece a manutenção de taxas de instrução e renda altas. “O judaísmo é uma religião étnica, ninguém se converte judeu. Por isso, o perfil de quem pratica a religião não muda”. “O alto grau de instrução leva, naturalmente, a uma renda maior”, explica Mariano.
Além dos judeus, os praticantes do espiritismo também aparecem entre as pessoas que possuem, além de faixas de rendas mais altas, maior nível de instrução.
Outra característica dos judeus levantada é de estarem fortemente inseridos no setor empresarial e participarem das classes A e B da população.