Considerada “ilegal” em vários aspectos, todos os cultos da IURD no país foram proibidos por 60 dias. Pelas contas da igreja, são 230 templos, com 430 pastores e cerca de 500 mil fiéis.
Houve várias manifestações apoiando e também criticando a decisão do governo. Nelson Pestana, pesquisador da Universidade de Luanda, chegou a afirmar que a suspensão de uma igreja é “inconstitucional” e que o presidente José Eduardo dos Santos cometeu “um atentado contra a liberdade de religião e do culto”.
O gestor econômico Faustino Mumbika culpou a polícia nacional pelo acidente que custou a vida de 16 pessoas. “A responsabilidade primária é da policia nacional, a falha foi completamente da polícia que a tem a obrigação pedir desculpas e o estado responsabilizar-se pela indenização das famílias”, asseverou.
Esta semana a Universal se defendeu publicamente, afirmando que sempre respeitou as leis e as autoridades constituídas dos mais de 180 países onde está presente. Lembrou que está no país africano desde 1992 e possui “documentos oficiais expedidos pelo país” para provar.
Afirmou que a direção da Igreja Universal tem colaborado com as autoridades nas investigações das mortes ocorridas no culto realizado no Estádio da Cidadela Desportiva, em Luanda. A igreja insiste que prestou “todo apoio possível aos feridos e aos familiares das vítimas”.
Aproveitou para lamentar o fato de que ocorreram detenções de pastores da IURD em diversas localidades de Angola e que viaturas policiais ficaram estacionadas em frente aos templos.
No final, deixou claro que está “tomando as medidas cabíveis para restabelecer o pleno funcionamento da Igreja naquele país, certos de que a liberdade de religião, consagrada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e reiterada expressamente na Constituição da República de Angola, prevalecerá”. Com informações de Arca Universal e Voz da America.